Livros Apócrifos e Pseudo-Epígrafos

Do Grego Apokruphoi (Αποκρυφοι) – cujo significado é secreto – vem a origem da palavra apócrifo.

Os livros apócrifos são aqueles que foram escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs que não foram reconhecidos como Escritura Sagrada, portanto, ficando fora do Cânon Bíblico. Os Pseudo-Epígrafos, por sua vez, são apócrifos considerados de falsa autoria.

Apesar de existirem dezenas e dezenas de livros apócrifos, alguns deles são referenciados na Bíblia. Um bastante conhecido é o Livro de Enoque, que é referenciado no Livro de Judas.

A importância da leitura de tais livros é que os mesmos contribuem para uma maior compreensão de contexto, pois mostram crenças primitivas, e também como pensavam e viviam os primeiros cristãos, e os judeus do período do Velho Testamento.

A Fonte Editorial possui atualmente dois volumes – cada um com mais de 800 páginas – compostos inteiramente por livros apócrifos e pseudo-epígrafos.

Alguns exemplos:

  • Primeiro e Segundo Livros de Adão e Eva;
  • Livro de Enoque;
  • Livro da Infância do Salvador;
  • Evangelho de Judas;
  • Evangelho de Pedro;
  • Apocalipse de Abraão;
  • Apocalipse de Moisés;

Outras definições e significados:


 

About Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

There are 4 comments

  1. Alberto Paulo

    Caro irmão, ficou uma dúvida pra mim. Esses livros apócrifos são validados por historiadores? Servem como “livros de história” pelo menos? Já que os apócrifos “foram escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs que não foram reconhecidos como Escritura Sagrada”, como você mencionou nesse post.

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    1. Evandro J.R. Silva

      Olá Alberto,

      Essa informação não é disponibilizada nos livros. Entretanto, acredito que depende bastante do conteúdo do apócrifo. Por exemplo, os livros dos Macabeus, que estão na versão Católica, têm conteúdo histórico.

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      1. Helena Lins Mozar

        Sr Evandro acho que entendi a essência do comentario do irmão Alberto Paulo. Talvez ele queira saber se há alguma relevância em se ler esses livros, mesmo analisando-se por diferentes abordagens: teológia, histórica, cultural etc. Ou seja, se não é perda de tempo ler algo sem nenhuma validação arqueológica e histórica.

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        1. Evandro J.R. Silva

          Obrigado Helena por ter deixado mais clara a dúvida do Alberto.

          Infelizmente a resposta continua a mesma, ou próxima do que já foi dito. Não há indicações de quais dos apócrifos são mais quistos pelos estudiosos. Alguns livros são narrações bastante fantasiosas sobre acontecimentos durante alguns eventos encontrados na Bíblia. Outros apócrifos já aparentam ter um conteúdo mais “sério”. Portanto, para leitores leigos, os dois compêndios de apócrifos citados devem ser vistos como curiosidades. Para estudiosos falantes do Português, pode ser uma boa fonte traduzida. Porém eles têm acesso a mais informações, como escritas em outros idiomas, datações dos textos, técnicas de análises, etc., o que possibilita estudos mais aprofundados.

          Aos leigos que queiram se aprofundar, talvez seja melhor buscar trabalhos de estudiosos sobre alguns dos livros apócrifos. O conteúdo teológico, histórico, ou cultural estará mais explícito e explicado.

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